Arco

Ateliê
transdisciplinar

Arco do Teles,
Praça XV
de Novembro, 34
Rio de Janeiro

O Arco

O Centro do Rio é feito de camadas: o que a cidade construiu, o que ela abandonou e uma cena de arte que anda nascendo por cima. O Arco abre dentro dessa cena, na sobreloja do 34 da Praça XV, no edifício histórico do Arco do Teles.

O que é

O Arco é um ateliê transdisciplinar. Pintura, audiovisual e design dividem a mesma casa e nunca trabalham isolados: se atravessam, se questionam e saem diferentes do encontro. É ateliê-escola-filosofia, um espaço coletivo de criação e aprendizado que conecta pessoas e territórios pela busca por conhecimento, com educação horizontal e um fluxo saudável de informação entre quem está dentro e quem está chegando.

As condições que permitiram o surgimento da vida são as mesmas que permitem a arte: elementos simples que, combinados, geram atrito e formam estruturas novas. As combinações? Infinitas e metamórficas. Naturezas que não se parecem se encontram aqui, e o resultado é ora ordinário, ora extraordinário. É a porta aberta pra imprevisibilidade que deixa a criação entrar.

Três eixos

Pintura

Audiovisual

Design

As frentes da casa

O criativo que se encontra aqui inevitavelmente encontra e influencia o outro.

Quem mora aqui

Três artistas dividem a casa, e um estagiário. O que se tira de uma linguagem se torna matéria-prima pra outra.

Chiko Francisco Guimarães · artista plástico, desenhista e pintor
Chiko trabalhando

Francisco “Chiko” Guimarães (2004) é artista plástico, desenhista e pintor. Sua prática nasce no desenho, construída ao longo de anos de estudo de anatomia, observação e arte urbana, e se expande para a pintura, permitindo que a materialidade se imponha.

Suas pesquisas variam entre a distorção anatômica como representação da dissociação entre corpo e mente contemporânea, e o contraste entre a visceralidade da natureza e a rigidez urbana. Nesse caminho, passa a enxergar repetições visuais entre o corpo humano e a natureza: veias e raízes, troncos e juntas, cipós e cabelos, gramas e pelos, rochas e peles.

O artista não visa inventar, visa ampliar e revelar uma visualidade que antecede e atravessa a experiência humana, a vida e a natureza pra antes do nome.

“Espiritualidade direcionada”

Chiko acredita na arte como sua ponte para um plano da matéria e do tempo.

@chikopg

Bill Guilherme Ferreira · fotografia, cinematografia e design de produto
Bill trabalhando

Constrói sua trajetória artística a partir de uma relação profunda com as ruas, espaço que, desde a infância, captura sua atenção pelo contraste constante que sempre lhe incomodou. Essa vivência inicial, marcada por inquietações, transforma-se ao longo do tempo em consciência crítica, orientando um trabalho que busca não apenas observar, mas também questionar e organizar o caos ao seu redor, evitando que a revolta se traduza em reprodução de ódio.

A fotografia surge em seu percurso como uma ferramenta essencial de expressão. Mais do que um meio estético, ela se estabelece como linguagem e posicionamento, permitindo ao artista dar forma ao seu incômodo diante da realidade. Seu olhar se volta para aquilo que frequentemente passa despercebido: histórias, rostos e existências que habitam as margens e que, em sua obra, ganham visibilidade e dignidade.

Seu principal campo de investigação são as relações interpessoais nas ruas e suas extensões, como se constroem, se tensionam e reverberam no outro. Através dessas narrativas, Guilherme propõe um exercício de sensibilização e consciência, convidando o espectador a confrontar tanto a urgência desconfortável quanto as sutilezas poéticas do cotidiano. Seu trabalho busca, assim, despertar o senso crítico e, de alguma forma, devolver às ruas parte daquilo que delas recebeu.

@eon.bill

Luis Luis Bellas · desenho industrial, design de produto, moda, direção de arte, figurino e pintura
Luis trabalhando

Luis Bellas diz: “O passado me condena à penitência, o futuro lança-me ao desassossego; no presente encontro-me inteiro, vivo.”

Sua prática é fruto da constante inquietude que sente diante da realidade e do fazer de forma inconsciente. Não tem interesse por resultados resolutivos ou previamente planejados. Para ele, criar novas realidades a partir das limitações oferecidas pelos próprios materiais o satisfaz e o estimula a criar novas relações com o presente.

Formou-se em desenho industrial com vasto interesse no design gráfico e no design de produto, embora sua especialização seja em moda. Aprofundou-se em direção de arte, figurino e desenvolvimento de produtos, práticas que alimentam sua inquietude e lhe permitem trabalhar tanto o plano quanto o tridimensional.

Seu primeiro contato com nanquim aconteceu ainda na adolescência e desde então tornou-se seu principal material de pintura junto com o papel e a água. Em suas pinturas, as manchas de nanquim entram em contato com o papel molhado e criam formas vivas, progressivas e irreversíveis. Esse processo o obriga a permanecer no presente num ritual cíclico de repetidas tentativas, erros e conquistas. Diante de algo tão fúgido e incontrolável como o fogo, ele procura desamarrar-se do ego humano, da tentativa de controlar o incontrolável, e se propõe a criar novas realidades: ele navega, se perde em meio ao desafio até se afogar para emergir com algo novo.

@luis_bellas

Estagiário José Vanzolini

Habilitado para quase qualquer tarefa.

O conceito e a identidade visual do Arco são de Ívanno José, do Só Letra Braba, que anda com a casa desde antes de ela abrir.

Onde fica

Endereço
Arco do Teles, Praça XV de Novembro, 34, Sobreloja, Centro, Rio de Janeiro
Instagram
@arco_xv
Galeria
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O contemporâneo é o agora, não é classe, é presente. É por isso que a casa é aberta e o acesso é fácil.

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